PARABÉNS VICTÓRIA SAMPAIO!
CAMPEÃ ESTADUAL SOLISTA VOCAL NO JUVENART 2010 QUE ACONTECEU NESTE ÚLTIMO FINAL DE SEMANA.
"QUERER É PODER" E TU QUIS, ISTO É O MAIS IMPORTANTE!
ESTAMOS MUITO FELIZES COM A TUA VITÓRIA, VICTÓRIA!
BJÃO!
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
domingo, 29 de agosto de 2010
IRRETOCÁVEL...
Tenho cabelos pintados, para esconder os fios brancos.
Tenho algumas rugas em volta dos olhos, mas também, não me recordo quando elas começaram a aparecer. Tento disfarçá-las, tantas novidades no campo de dermatologia, achei por bem aproveitá-las.
Do corpo não cuido quase, até pensei em entrar para uma academia, os médicos dizem que na minha idade preciso de exercícios, mas não gosto de fazer ginástica.
Das minhas unhas cuido semanalmente, penso que elas são uma porta de visita. Unhas maltratadas causam uma péssima impressão.
De alguns anos para cá descobri os cremes e aí compro um aqui, outro ali e no final uso pouco, mas compro, só de olhá-los na prateleira já percebo que as rugas se retraem. Sou assim vaidosa, mas não sou em excesso, penso que sou na medida certa, na medida correta para uma mulher.
Enfim os anos passam e as marcas que eles deixam em nós, não têm como conter. Nem pretendo isso. Acho que cada marca que meu corpo carrega tem uma linda história.
Às vezes me pego na frente do espelho descobrindo uma nova ruguinha e já me coloco a pensar o que a causou. Depois encontro com outra que já está lá vincada há anos e me recordo que ela apareceu quando perdi alguém muito importante.
Poderia enumerar também a história de cada fio de cabelo branco. Foram filhos, marido, neta, amigos que colocaram eles ali.
Atualmente à parte que merece mais atenção minha tem sido a cabeça. Tento todos os dias colocá-la no lugar, e equilibrá-la com sonhos e alegrias.
Não escondo minha idade, não adiantaria falar que tenho 35 anos e apresentar uma filha de 26 anos e mais as gêmeas de 20 anos.
Portanto eu confesso, tenho 48 anos. Metade deles bem vividos, e outra metade muito sofrida. Mas é exatamente aí que está o encanto da minha idade. Conheci de tudo um pouco, das lágrimas aos sorrisos e ambos me fizeram ser essa pessoa que sou hoje. Ficaram as rugas no rosto e na alma, mas também ficaram sorrisos em ambos. Minhas rugas mais bonitas são aquelas marcas de expressão que eu adquiri por tanto sorrir, muitas vezes, quando o coração chorava... (Silvana Duboc)- adaptado por mim.
Tenho algumas rugas em volta dos olhos, mas também, não me recordo quando elas começaram a aparecer. Tento disfarçá-las, tantas novidades no campo de dermatologia, achei por bem aproveitá-las.
Do corpo não cuido quase, até pensei em entrar para uma academia, os médicos dizem que na minha idade preciso de exercícios, mas não gosto de fazer ginástica.
Das minhas unhas cuido semanalmente, penso que elas são uma porta de visita. Unhas maltratadas causam uma péssima impressão.
De alguns anos para cá descobri os cremes e aí compro um aqui, outro ali e no final uso pouco, mas compro, só de olhá-los na prateleira já percebo que as rugas se retraem. Sou assim vaidosa, mas não sou em excesso, penso que sou na medida certa, na medida correta para uma mulher.
Enfim os anos passam e as marcas que eles deixam em nós, não têm como conter. Nem pretendo isso. Acho que cada marca que meu corpo carrega tem uma linda história.
Às vezes me pego na frente do espelho descobrindo uma nova ruguinha e já me coloco a pensar o que a causou. Depois encontro com outra que já está lá vincada há anos e me recordo que ela apareceu quando perdi alguém muito importante.
Poderia enumerar também a história de cada fio de cabelo branco. Foram filhos, marido, neta, amigos que colocaram eles ali.
Atualmente à parte que merece mais atenção minha tem sido a cabeça. Tento todos os dias colocá-la no lugar, e equilibrá-la com sonhos e alegrias.
Não escondo minha idade, não adiantaria falar que tenho 35 anos e apresentar uma filha de 26 anos e mais as gêmeas de 20 anos.
Portanto eu confesso, tenho 48 anos. Metade deles bem vividos, e outra metade muito sofrida. Mas é exatamente aí que está o encanto da minha idade. Conheci de tudo um pouco, das lágrimas aos sorrisos e ambos me fizeram ser essa pessoa que sou hoje. Ficaram as rugas no rosto e na alma, mas também ficaram sorrisos em ambos. Minhas rugas mais bonitas são aquelas marcas de expressão que eu adquiri por tanto sorrir, muitas vezes, quando o coração chorava... (Silvana Duboc)- adaptado por mim.
TEXTOS QUE ENCONTREI NA INTERNET- 2
Feliz idade
Foi realizado em Madrid o Primeiro Congresso Internacional da Felicidade e a conclusão dos congressistas foi que a felicidade só é alcançada depois dos 40 anos.
Quem participou deste encontro? Psicólogos, sociólogos, artistas de circo?
Não sei, mas gostei do resultado.
A maioria das pessoas quando são questionadas sobre o assunto, dizem: “não existe felicidade, existem apenas momentos felizes”.
Era o que eu pensava quando habitava a caverna dos 17 anos, para onde não voltaria nem que me puxassem pelos cabelos.
Adolescente é buzinado dia e noite: tem que estudar para o vestibular, aprender inglês, usar sempre camisinha (e continuar usando), dizer não às drogas, não beber quando dirigir, dar satisfação aos pais, ler livros que não quer e administrar dezenas de paixões fulminantes e rompimentos.
Não tem grana para ter o próprio canto, costuma deprimir-se de segunda a sexta e só se diverte aos sábados, em locais onde sempre tem fila.
É o apocalipse!
Felicidade onde está você?
Aqui na casa dos 40 e sua vizinhança.
Está certo que surgem umas ruguinhas, umas mechas brancas e a barriga salienta-se, mas é um pouco justo para o que se ganha em troca.
Pense bem: depois dos 40, você paga do próprio bolso o que come e o que veste.
Vira-se no inglês, no Francês e no italiano e ai de quem rir do seu sotaque.
Não tenta mais o suicídio quando um amor não dá certo, enjoou do cheiro da maconha, apaixonou-se por literatura, trocou sua mochila hippie por uma de notebook e não precisa de autorização de ninguém para assistir ao canal de playboy.
Talvez não tenha se tornado o bam-bam-bam que sonhou um dia, mas reconhece o rosto que vê no espelho, sabe de quem se trata e simpatiza com o cara.
Depois que cumprimos as missões impostas no berço: ter uma profissão, casar e procriar, passou a ser livres, a escrever a nossa própria história, a valorizar nossas qualidades e ter certo carinho por nossos defeitos.
Somos os titulares de nossas decisões.
A juventude faz bem para a pele, mas nunca salvou ninguém de ser careta.
A maturidade sim permite certa loucura.
Depois dos 40 conforme descobriram os participantes daquele congresso curioso, estamos mais aptos a dizer que infelicidade não existe, o que existe são momentos infelizes.
Alguém discorda?
(INTERNET) – Autor desconhecido)
http://www.culturamania.com.br/?page_id=923
MEUS TEXTOS...2
2) Minha vida teve muitos “altos e baixos”, como acontece com todas as pessoas...Não sou uma vítima, sou apenas mais uma que tem histórias para contar...tenho na lembrança muitos fatos...e decidi colocá-las no papel.
O que vou relatar agora se passou em dezembro de 1969...
Mas antes quero que saibam que meu pai nasceu no dia 26 de dezembro de 1935, mas minha avó paterna gostava de mencionar que ele teria nascido na noite do dia 25, pois moravam na zona rural e não existiam relógios por lá, então, conforme ela dizia, não tinha passado da meia noite, porém meu avô afirmava que já era madrugada do dia 26; divergências pra lá... Divergências pra cá... E ele foi registrado no dia 26, afinal valia muito a palavra do patriarca! Entretanto como toda mulher da minha família, teimosa e turrona, minha avó decidiu comemorar o aniversário dele no Natal, isto era sagrado, inclusive o nome dele era João Natalício.
Talvez seja por comemorarmos o nascimento dele nesta data que tenho muitas lembranças de fatos ocorridos no Natal, porque a presença do meu pai na minha vida é muito forte, está muito viva, e sentirei isto eternamente!
Mas como estava dizendo... O Natal de 1969 ficou marcado na minha memória.
Nesta época era apenas três irmãos, eu, meu irmão mais velho Carlinhos e minha irmã Josie. Como todos os anos, meu pai preparou a ceia, os presentes e tudo aquilo que ele achava importante para comemorar o nascimento do menino Jesus, e é claro, o seu aniversário! Comprou vários presentes, levamos quase toda à noite para abri-los, tamanha era a quantidade. Meu irmão corria pelo pátio... Não sabia se montava seu cavalo de pau, jogava com sua bola nova ou brincava com o carrinho novo que tinha ganhado... Era tão engraçado ver a felicidade dele! Já eu e minha irmã ganhamos uma casinha completa: sala, uma cozinha e quarto, sem falar das bonecas, a minha coloquei o nome de “Linda” e minha irmã de “Beth” na sua boneca que, me lembro bem, tinha o rosto redondo e o cabelo ruivo.
Não esqueço que passamos uma noite inteira brincando e fazendo comidinha para as nossas bonecas, quando desmaiamos de sono já clareava o dia!
Como amava o meu pai... Ele nos fez as crianças mais felizes do mundo! E tenho certeza que ele também ficou muito feliz de nos ver assim, tão sorridentes e agradecidos.
Estou escrevendo e na minha frente está passando toda aquela cena... O Natal mais feliz da minha vida!
Pois é... Quantas coisas aconteceram na minha infância...
Logo em seguida fomos morar em outra cidade, meu pai precisou transferi-se por motivos de trabalho, e lá fomos nós... Trocamos de colégio, de amigos e ainda tivemos que trocar um pátio enorme por um apartamento, mas fazia parte e nos adaptamos logo, já que o importante era ter a família unida e junta.
As coisas complicaram um pouco, devido a uma crise política, o emprego do meu pai que era público sofreu alguns percalços. Ele ficou alguns meses sem receber e por isso adquiriu algumas dívidas; o pouco dinheiro que tinha, vinha da nossa antiga morada, a qual ele havia alugado, e consumiam-se tudo em alimentação. Não foi uma fase boa para meus pais... Lembro que escutava entre as paredes, conversas que confidenciavam um com o outro. Meu pai preocupado, com lágrimas nos olhos... Eu tinha vontade de aproximar-me e perguntar no que eu poderia ajudar; porém, quando chegava perto ele disfarçava, sorria e mudava de assunto.
Aproximou-se o Natal e era nítida a preocupação dele, afinal como ele iria comemorar esta data e presentear os filhos que falavam, pela casa, nos presentes que iriam ganhar!
Ele ainda tentou, saiu para tentar um crediário, mas todos sabiam da situação do setor público onde ele trabalhava, e lhe negaram o crédito. Lembro do seu rosto quando chegou a casa, nos chamou e falou que naquele Natal, talvez Papai Noel não passasse na nossa casa, que tinha acontecido uns pequenos problemas, mas que no próximo ano ele prometia que seria o melhor Natal de nossas vidas! Nós como qualquer criança, não acreditamos e ficamos esperando uma misteriosa surpresa!
Chegou à noite de Natal e não houve entrega de presentes... Pensamos: quem sabe ao amanhecer, sairíamos da cama e o Papai Noel teria deixado um monte de coisas bonitas, mas o que vi foi meu pai com os olhos vermelhos e mesmo assim com um sorriso no rosto, nos dizendo:- Feliz Natal meus filhos!
A princípio fiquei triste, mas como toda criança tudo foi esquecido com uma brincadeira, ficou no fundo da minha memória... Como um fato triste que aconteceu, porém tenho certeza que foi mais triste para ele.
Hoje eu entendo o quanto foi difícil para meu pai... Mas nunca deixei de amá-lo e o tenho como exemplo, de amor, dedicação e fibra.
Escrito em: 13 /nov / 2007
A FORÇA DOS NOSSOS PÉS
A força dos nossos pés...
Desde o dia que tu nasceste eu criei a ilusão, dentro de mim, que poderia caminhar por ti.
Imaginei que colocaria teus pés sobre os meus e te levaria pelos caminhos que eu julgasse mais tranqüilos e seguros.
Dessa maneira, tu nunca feririas teus pés pisando em espinhos ou em cacos de vidro e jamais se cansaria da caminhada nem mesmo precisarias decidir qual estrada tomar...
Isso seria eternamente minha responsabilidade.
...E foi assim durante um bom tempo, caminhei por ti e para ti.
De repente, o tempo veio me avisar bruscamente que essa deliciosa tarefa não faria mais parte dos meus dias.
Teus pés cresceram e eu já não conseguia mais equilibrá-los em cima dos meus, daí quando eu menos os esperava escorregaram e alcançaram o solo.
Hoje sou obrigada a vê-los trilhar caminhos nos quais os meus jamais os levariam e ainda tento detê-los insistentemente, mas só raríssimas vezes consigo.
Agora só me é permitido correr com os meus junto aos teus e em certos momentos teus passos são tão largos que quase não posso acompanhá-los.
Atualmente, assisto aos teus tropeços sempre prontos para levantar-te das tuas quedas.
Por vezes, tu me estendes as tuas mãos em busca de socorro, outras, mesmo estando estirada ao chão e ferida, insistes em levantar-te sozinha, por puro orgulho ou para me provar que já és capaz de curar-te de tuas próprias feridas.
Assim vamos vivendo e sinto uma saudade imensurável daquele tempo que precisavas de mim para conduzi-la, pois era bem mais fácil suportar teu peso sobre meus pés, do que sobre meu coração.
No entanto, já consigo compreender como a vida é sábia.
Percebo, finalmente, que em algum momento tu precisaste mesmo desbravar teus caminhos independentes de mim...
...Como eu, é provável que tenhas que fazê-lo com mais alguns pés sobre os teus, os dos teus filhos.
Não, claro que não é uma tarefa fácil, mas se eu consegui, tu também conseguirás porque plantei em teu coração o melhor e mais poderoso aditivo para que suportes tanto peso... O “AMOR”!
Desde o dia que tu nasceste eu criei a ilusão, dentro de mim, que poderia caminhar por ti.
Imaginei que colocaria teus pés sobre os meus e te levaria pelos caminhos que eu julgasse mais tranqüilos e seguros.
Dessa maneira, tu nunca feririas teus pés pisando em espinhos ou em cacos de vidro e jamais se cansaria da caminhada nem mesmo precisarias decidir qual estrada tomar...
Isso seria eternamente minha responsabilidade.
...E foi assim durante um bom tempo, caminhei por ti e para ti.
De repente, o tempo veio me avisar bruscamente que essa deliciosa tarefa não faria mais parte dos meus dias.
Teus pés cresceram e eu já não conseguia mais equilibrá-los em cima dos meus, daí quando eu menos os esperava escorregaram e alcançaram o solo.
Hoje sou obrigada a vê-los trilhar caminhos nos quais os meus jamais os levariam e ainda tento detê-los insistentemente, mas só raríssimas vezes consigo.
Agora só me é permitido correr com os meus junto aos teus e em certos momentos teus passos são tão largos que quase não posso acompanhá-los.
Atualmente, assisto aos teus tropeços sempre prontos para levantar-te das tuas quedas.
Por vezes, tu me estendes as tuas mãos em busca de socorro, outras, mesmo estando estirada ao chão e ferida, insistes em levantar-te sozinha, por puro orgulho ou para me provar que já és capaz de curar-te de tuas próprias feridas.
Assim vamos vivendo e sinto uma saudade imensurável daquele tempo que precisavas de mim para conduzi-la, pois era bem mais fácil suportar teu peso sobre meus pés, do que sobre meu coração.
No entanto, já consigo compreender como a vida é sábia.
Percebo, finalmente, que em algum momento tu precisaste mesmo desbravar teus caminhos independentes de mim...
...Como eu, é provável que tenhas que fazê-lo com mais alguns pés sobre os teus, os dos teus filhos.
Não, claro que não é uma tarefa fácil, mas se eu consegui, tu também conseguirás porque plantei em teu coração o melhor e mais poderoso aditivo para que suportes tanto peso... O “AMOR”!
MULHERES.
Pesquisando textos para montar meus trabalhos que realizo no Tradicionalismo, encontrei este texto de Pompeu de Mattos.
Achei muito interessante, pois é uma grande homenagem a nós mulheres.
Sr. Presidente, Srs. Parlamentares:
O último sábado foi o Dia Internacional da Mulher, e, portanto, ocupo esta tribuna hoje, para prestar minhas homenagens ao papel importante da Mulher na história, na cultura e no cotidiano da sociedade brasileira e mundial.
Como gaúcho, peço licença para destacar e homenagear a figura da mulher na história do Rio Grande do Sul, Estado tido por muitos como machista. O paradoxo deste estigma injusto é que o Rio Grande do Sul é um dos poucos estados do país que é governado por uma mulher, nossa colega Deputada Yeda Crusius.
Na história do Rio Grande do Sul a figura feminina é um elemento singularíssimo; independente da etnia ou classe social que representa. Manifesta-se com uma presença forte e batalhadora, que não costuma baixar a cabeça e submeter-se a situações onde fique rebaixada ou inferiorizada.
A gaúcha acostumou-se com o sofrimento, mas sem jamais se dar vencida a ele. Muito pelo contrário, encontra nas dificuldades motivo de força e resistência. Considerada prescindível nos períodos de revolta, a mulher participa ativamente dos episódios históricos do Rio Grande do Sul.
Obrigada a sofrer calada durante mais de duzentos anos de combates e revoltas, estas viram partir para guerras seus pais, irmãos, maridos e filhos. Ficando com a obrigação de cuidar da casa, dos filhos pequenos e filhas moças, da criação e plantação. Não precisamos procurar muito para chegarmos a esta conclusão: se os homens válidos estavam envolvidos diretamente nos entreveros, a quem ficaria delegada a missão de manter de pé as estruturas familiares e, inclusive, econômicas do estado?
A mulher gaúcha levou em suas costas por uma infinidade de vezes toda a responsabilidade de manter o Rio Grande ativo enquanto seus homens emprestavam suas forças a causas políticas. Muitas vezes elas assumiam também o papel de soldado, pois ficando desprotegida a casa, a elas caberia a responsabilidade de proteger os bens e a integridade da família.
Não podemos esquecer que a mulher sempre trabalhou nas estâncias, assegurando a economia do Rio Grande do Sul, enquanto seu pai, esposo e filho saíram para defender as fronteiras e os ideais rio-grandenses.
Dentre tantas grandes mulheres, que se destacaram no cenário Rio-grandense, em defesa das nossas fronteiras, destacamos a Marquesa de Alegrete: heroína anônima, nobre pampeana, que em 14 de janeiro de 1717, na Batalha de Catalan, ao lado do esposo Marques de Alegrete – Luiz Telles de Caminha e Menezes e do filho, ajudou a escrever, com sangue suor e lágrimas, a história das batalhas entre Portugal e Espanha, servindo como enfermeira, mãe e até soldado, na demarcação de fronteiras do nosso pago gaúcho. A história também registra a mulher farroupilha do decênio heróico, que foi a mulher que, de uma forma ou de outra, figurou na história oficial do decênio heróico. Dentre elas, citamos Anita Garibaldi (Ana Maria de Jesus). Mulher intensamente feminina, ativa, forte de ânimo, de decisões rápidas, uma exímia cavaleira, que despertou em Giuseppe Garibaldi um fortíssimo sentimento, mesmo nos poucos contatos, que tiveram em Santa Catarina, quando da invasão de Laguna pelas tropas farroupilhas, além de Maria Josefa da Fontoura Palmiro, que promovia reuniões políticas em sua casa, em Porto Alegre, em apoio a Bento Gonçalves e aos Farrapos, também defendia a libertação dos escravos e tantas outras.
A participação da mulher foi de fundamental importância no contexto da formação histórica, social e cultural do Rio Grande.
A Revolução Farroupilha colocou a mulher num encontro ingrato e arriscado com a vida, porém, por mais ameaçadoras, que se tenham apresentadas as circunstâncias, ela sempre soube manter-se firme: quanto mais a situação era adversa, mais a mulher soube se transformar na forja sagrada das convicções do herói farroupilha.
A mulher guerreira ficou conhecida por "vivandeira", a "china de soldado", foi a mulher, que acompanhou as tropas em seus deslocamentos e permaneceu nos campos de combates cuidando do soldado.
A mulher estancieira foi a mulher, que permaneceu na estância, administrando as lides campeiras e domésticas, tomando conta do lar, dos filhos, da estância e cuidando dos negócios do homem ausente, que rezava pelos vivos e chorava os mortos. Era, aos olhos de Deus e da sociedade patriarcal – a mãe, a esposa, a filha – permanecendo em casa, aguardando ansiosa o desfecho da guerra e o retorno do guerreiro.
Muitas foram as heroínas desconhecidas, que lograram entrar na história, que só agora recebem reconhecimento, como Caetana, esposa de Bento Gonçalves da Silva e Elautéria, mulher de Manuel Antunes da Porciúncula.
Foi neste dificílimo momento, que o valor da mulher farroupilha foi testado, fazendo com que seu coração vivenciasse as inúmeras novas circunstâncias, levando a sujeitar-se às necessidades, aos infortúnios, mas ela foi competente em sua função, incansável no desempenho do seu papel. Encantadora e generosa, companheira, não se deixou arrastar por convicções derrotistas, deixando na história um admirável perfil, abrindo perspectivas esplêndidas de esperança para seu companheiro, com admiráveis e imprescindíveis fatores decisivos e determinantes da inacreditável persistência dos farrapos.
A mulher farroupilha, com seu sentimento de compreensão e solidariedade, muito auxiliou o desenvolvimento da semente da República Rio-grandense, fazendo frutificar, em heroísmo, a alma da gente farroupilha. Ela soube avaliar e enfrentar o perigo, não para receá-lo e sim para combatê-lo. Esta foi a mais sublime e valorosa lição feminina, raramente descrita com a merecida justiça e homenagem dos pósteros.
A mulher sempre promoveu a mais iluminada unidade de fé, auxiliou a compor as mais importantes páginas da história gaúcha, em meio a grande destruição, acreditou e fez acreditar, que sempre se salva algo dignificante da vida.
Inúmeras foram as heroínas anônimas, que, cuidando dos filhos, dos interesses familiares e da economia do Rio Grande, deram ânimo, apoio e acreditaram nos anseios farroupilhas.
Voltando o olhar sobre nosso heróico passado, constatamos que, mesmo durante o dramático e sangrento decênio farroupilha, o homem nunca esteve só: a providência divina colocou ao seu lado uma grande parceira de lutas e fiel companheira. A transformação política, social, econômica e tecnológica chegou ao Rio Grande do Sul, levou a mulher gaúcha, a prenda tradicionalista sair às ruas, buscar seu espaço, independência e melhores condições de sobrevivência, porém conservando intacto o seu sentimento pela tradição gaúcha de apego a família e amor ao semelhante. É para ver que com todos os problemas que cercam estas belas criaturas elas constroem histórias, e conquistam o mundo. Fazem de suas vidas um aprendizado, com graça, força e sensibilidade transformam tudo a sua volta.
Não é à-toa que estes seres de luz conquistam seu espaço no mundo de negócios, da arte, da política..., pois como diz o escritor Luiz Fernando Veríssimo elas não são humanas, são espiãs. Espiãs de Deus, disfarçadas entre nós. É a comunicação direta com Deus!
O que cabe a nós simples homens, é abrir espaço e deixar que elas busquem seus ideais, conquistem os mais elevados cargos, que governem, que eduquem, estejam sempre em níveis de destaque. Porque sabemos que sua força, unida com o seu equilíbrio e delicadeza são capazes de remover montanhas e tornar o mundo melhor.
Deixo aqui minha humilde homenagem a todas as mulheres, que vem a cada dia dando demonstração de garra e atitude, e que fazem ao nosso lado a história desse país.
POMPEO DE MATTOS
Deputado Federal
Achei muito interessante, pois é uma grande homenagem a nós mulheres.
Sr. Presidente, Srs. Parlamentares:
O último sábado foi o Dia Internacional da Mulher, e, portanto, ocupo esta tribuna hoje, para prestar minhas homenagens ao papel importante da Mulher na história, na cultura e no cotidiano da sociedade brasileira e mundial.
Como gaúcho, peço licença para destacar e homenagear a figura da mulher na história do Rio Grande do Sul, Estado tido por muitos como machista. O paradoxo deste estigma injusto é que o Rio Grande do Sul é um dos poucos estados do país que é governado por uma mulher, nossa colega Deputada Yeda Crusius.
Na história do Rio Grande do Sul a figura feminina é um elemento singularíssimo; independente da etnia ou classe social que representa. Manifesta-se com uma presença forte e batalhadora, que não costuma baixar a cabeça e submeter-se a situações onde fique rebaixada ou inferiorizada.
A gaúcha acostumou-se com o sofrimento, mas sem jamais se dar vencida a ele. Muito pelo contrário, encontra nas dificuldades motivo de força e resistência. Considerada prescindível nos períodos de revolta, a mulher participa ativamente dos episódios históricos do Rio Grande do Sul.
Obrigada a sofrer calada durante mais de duzentos anos de combates e revoltas, estas viram partir para guerras seus pais, irmãos, maridos e filhos. Ficando com a obrigação de cuidar da casa, dos filhos pequenos e filhas moças, da criação e plantação. Não precisamos procurar muito para chegarmos a esta conclusão: se os homens válidos estavam envolvidos diretamente nos entreveros, a quem ficaria delegada a missão de manter de pé as estruturas familiares e, inclusive, econômicas do estado?
A mulher gaúcha levou em suas costas por uma infinidade de vezes toda a responsabilidade de manter o Rio Grande ativo enquanto seus homens emprestavam suas forças a causas políticas. Muitas vezes elas assumiam também o papel de soldado, pois ficando desprotegida a casa, a elas caberia a responsabilidade de proteger os bens e a integridade da família.
Não podemos esquecer que a mulher sempre trabalhou nas estâncias, assegurando a economia do Rio Grande do Sul, enquanto seu pai, esposo e filho saíram para defender as fronteiras e os ideais rio-grandenses.
Dentre tantas grandes mulheres, que se destacaram no cenário Rio-grandense, em defesa das nossas fronteiras, destacamos a Marquesa de Alegrete: heroína anônima, nobre pampeana, que em 14 de janeiro de 1717, na Batalha de Catalan, ao lado do esposo Marques de Alegrete – Luiz Telles de Caminha e Menezes e do filho, ajudou a escrever, com sangue suor e lágrimas, a história das batalhas entre Portugal e Espanha, servindo como enfermeira, mãe e até soldado, na demarcação de fronteiras do nosso pago gaúcho. A história também registra a mulher farroupilha do decênio heróico, que foi a mulher que, de uma forma ou de outra, figurou na história oficial do decênio heróico. Dentre elas, citamos Anita Garibaldi (Ana Maria de Jesus). Mulher intensamente feminina, ativa, forte de ânimo, de decisões rápidas, uma exímia cavaleira, que despertou em Giuseppe Garibaldi um fortíssimo sentimento, mesmo nos poucos contatos, que tiveram em Santa Catarina, quando da invasão de Laguna pelas tropas farroupilhas, além de Maria Josefa da Fontoura Palmiro, que promovia reuniões políticas em sua casa, em Porto Alegre, em apoio a Bento Gonçalves e aos Farrapos, também defendia a libertação dos escravos e tantas outras.
A participação da mulher foi de fundamental importância no contexto da formação histórica, social e cultural do Rio Grande.
A Revolução Farroupilha colocou a mulher num encontro ingrato e arriscado com a vida, porém, por mais ameaçadoras, que se tenham apresentadas as circunstâncias, ela sempre soube manter-se firme: quanto mais a situação era adversa, mais a mulher soube se transformar na forja sagrada das convicções do herói farroupilha.
A mulher guerreira ficou conhecida por "vivandeira", a "china de soldado", foi a mulher, que acompanhou as tropas em seus deslocamentos e permaneceu nos campos de combates cuidando do soldado.
A mulher estancieira foi a mulher, que permaneceu na estância, administrando as lides campeiras e domésticas, tomando conta do lar, dos filhos, da estância e cuidando dos negócios do homem ausente, que rezava pelos vivos e chorava os mortos. Era, aos olhos de Deus e da sociedade patriarcal – a mãe, a esposa, a filha – permanecendo em casa, aguardando ansiosa o desfecho da guerra e o retorno do guerreiro.
Muitas foram as heroínas desconhecidas, que lograram entrar na história, que só agora recebem reconhecimento, como Caetana, esposa de Bento Gonçalves da Silva e Elautéria, mulher de Manuel Antunes da Porciúncula.
Foi neste dificílimo momento, que o valor da mulher farroupilha foi testado, fazendo com que seu coração vivenciasse as inúmeras novas circunstâncias, levando a sujeitar-se às necessidades, aos infortúnios, mas ela foi competente em sua função, incansável no desempenho do seu papel. Encantadora e generosa, companheira, não se deixou arrastar por convicções derrotistas, deixando na história um admirável perfil, abrindo perspectivas esplêndidas de esperança para seu companheiro, com admiráveis e imprescindíveis fatores decisivos e determinantes da inacreditável persistência dos farrapos.
A mulher farroupilha, com seu sentimento de compreensão e solidariedade, muito auxiliou o desenvolvimento da semente da República Rio-grandense, fazendo frutificar, em heroísmo, a alma da gente farroupilha. Ela soube avaliar e enfrentar o perigo, não para receá-lo e sim para combatê-lo. Esta foi a mais sublime e valorosa lição feminina, raramente descrita com a merecida justiça e homenagem dos pósteros.
A mulher sempre promoveu a mais iluminada unidade de fé, auxiliou a compor as mais importantes páginas da história gaúcha, em meio a grande destruição, acreditou e fez acreditar, que sempre se salva algo dignificante da vida.
Inúmeras foram as heroínas anônimas, que, cuidando dos filhos, dos interesses familiares e da economia do Rio Grande, deram ânimo, apoio e acreditaram nos anseios farroupilhas.
Voltando o olhar sobre nosso heróico passado, constatamos que, mesmo durante o dramático e sangrento decênio farroupilha, o homem nunca esteve só: a providência divina colocou ao seu lado uma grande parceira de lutas e fiel companheira. A transformação política, social, econômica e tecnológica chegou ao Rio Grande do Sul, levou a mulher gaúcha, a prenda tradicionalista sair às ruas, buscar seu espaço, independência e melhores condições de sobrevivência, porém conservando intacto o seu sentimento pela tradição gaúcha de apego a família e amor ao semelhante. É para ver que com todos os problemas que cercam estas belas criaturas elas constroem histórias, e conquistam o mundo. Fazem de suas vidas um aprendizado, com graça, força e sensibilidade transformam tudo a sua volta.
Não é à-toa que estes seres de luz conquistam seu espaço no mundo de negócios, da arte, da política..., pois como diz o escritor Luiz Fernando Veríssimo elas não são humanas, são espiãs. Espiãs de Deus, disfarçadas entre nós. É a comunicação direta com Deus!
O que cabe a nós simples homens, é abrir espaço e deixar que elas busquem seus ideais, conquistem os mais elevados cargos, que governem, que eduquem, estejam sempre em níveis de destaque. Porque sabemos que sua força, unida com o seu equilíbrio e delicadeza são capazes de remover montanhas e tornar o mundo melhor.
Deixo aqui minha humilde homenagem a todas as mulheres, que vem a cada dia dando demonstração de garra e atitude, e que fazem ao nosso lado a história desse país.
POMPEO DE MATTOS
Deputado Federal
sábado, 28 de agosto de 2010
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